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Daytona 2026: Tomac entra para a história no AMA Supercross e Hammaker vence na 250SX Leste

  • Foto do escritor: Victor Mantovani
    Victor Mantovani
  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

Daytona é um ritual. É onde a areia engole certezas, onde a pista tem assinatura de lenda e onde o Supercross vira quase um teste psicológico coletivo. A oitava rodada do AMA Supercross em Daytona International Speedway entregou drama, retomadas históricas e um troféu que resolveu contra-atacar.


250SX Leste: eficiência é sobrenome


Seth Hammaker vence a 250sx leste main event
Seth Hammaker vence a 250sx leste main event

Na 250SX Leste, Seth Hammaker fez o que todo piloto sonha e todo chefe de equipe exige: largou na frente e não complicou a própria vida. Holeshot na conta, com Jo Shimoda, Drew Adams e Pierce Brown logo atrás. Fechando o top 5, o companheiro de equipe Cole Davies.

Metade da prova e Hammaker seguia líder com aquela vantagem que não é absurda, mas é desconfortável para quem persegue. Shimoda parecia pronto para pressionar até o último metro — parecia. Na reta final, uma queda traiçoeira na curva mudou o roteiro. Daytona não perdoa distrações, nem pequenas.

Hammaker agradeceu, administrou e garantiu a vitória. Davies herdou o segundo posto, e Shimoda, ainda assim, salvou um terceiro lugar importante.


Resultado – 250SX Leste

  1. Seth Hammaker (Pro Circuit Kawasaki)

  2. Cole Davies (Monster Energy Star Racing Yamaha)

  3. Jo Shimoda (Progressive Honda HRC)


Pontuação do campeonato

  1. Pierce Brown – 45 pontos

  2. Seth Hammaker – 43 pontos

  3. Jo Shimoda – 40 pontos

450SX: Beast Mode em território histórico


Eli Tomac tem sua oitava vitória em Daytona
Eli Tomac tem sua oitava vitória em Daytona

Se a 250 foi estratégica, a 450 foi cinematográfica.

O Capitão América Eli Tomac ativou o modo que a gente conhece bem. Saiu de quarto, passou Malcolm Stewart, depois Hunter Lawrence, e foi buscar Ken Roczen. Assumiu a liderança e fez o que faz de melhor em Daytona: venceu. Foi a oitava vitória de Tomac em Daytona. Oito. Ele agora se isola no topo da lista histórica, deixando Ricky Carmichael com suas “apenas” cinco vitórias. E o próprio Carmichael, na transmissão, soltou a pérola:“Eu nem corri oito vezes em Daytona.” Como se não bastasse escrever mais um capítulo na história, Tomac ainda protagonizou um momento perdurável: ao levantar o troféu, conseguiu quebrá-lo e, de brinde, acertar a própria boca, lascando um pedaço do dente. Daytona exige sangue? Às vezes, literalmente.


Resultado – 450SX

  1. Eli Tomac (Red Bull KTM Factory Racing)

  2. Hunter Lawrence (Progressive HRC Honda)

  3. Ken Roczen (Progressive Insurance ECSTAR Suzuki)


Pontuação do campeonato

  1. Hunter Lawrence – 171 pontos

  2. Eli Tomac – 170 pontos

  3. Ken Roczen - 151 pontos

Caio Lopes Fernandes, é do Brasil


Caio Lopes fez história ao se classificar para o night show - Imagem: Show Radical
Caio Lopes fez história ao se classificar para o night show - Imagem: Show Radical

No meio dos gigantes, teve verde e amarelo acelerando na areia. Caio Lopes fez sua segunda participação em Daytona, com apoio da La Granja Racing.

Classificou-se em 6º nos treinos classificatórios para o night show, o que, convenhamos, já diz muito. Na Heat 1 terminou em 18º, foi para a LCQ e fechou em 21º. Não era o roteiro de conto de fadas, mas era o plano realista. Em entrevista ao Show Radical, Caio foi direto: a meta era chegar ao night show. O que viesse além disso seria lucro.

E foi. Porque Daytona é sobre sobreviver, aprender e voltar mais forte. Caio garantiu o bom rolê, representou o Brasil e, como sempre, nos deu aquele orgulho, que não aparece na tabela, mas pesa no coração de quem acompanha.

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