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Stark Varg chega ao Brasil pela American Dream: Roots MX testa a moto que pode mudar o motocross

  • Foto do escritor: Victor Mantovani
    Victor Mantovani
  • há 3 horas
  • 4 min de leitura

Se você ainda acha que moto elétrica no motocross é coisa de filme futurista… talvez seja hora de atualizar o firmware. A Stark Varg finalmente chegou ao Brasil, e a Roots MX esteve presente no Test Day oficial da moto, a convite da American Dream e do Show Radical. O evento reuniu pilotos, influenciadores e criadores de conteúdo para testar de perto a moto que vem sendo chamada de a mais tecnológica já feita para o motocross.

E sim… ela é tudo isso mesmo.


Test Day da Stark Varg reuniu nomes fortes do motocross brasileiro


Júnior 230 Brasil e Jean Ramos analisam a Stark Varg
Júnior 230 Brasil e Jean Ramos analisam a Stark Varg

O encontro aconteceu na fazenda da ASW, em Mogi das Cruzes, e reuniu uma galera de peso na cena do offroad nacional.

Entre pilotos, criadores de conteúdo e profissionais da mídia estavam:

  • Jean Ramos (piloto, influenciador e multicampeão nacional)

  • Júnior da 230 Brasil (influenciador)

  • PV Cunha (piloto e empresário)

  • Lucas Musseli (empresário)

  • Vans Faria (reporter e influenciadora)

  • Vitor Show Radical (fotógrafo)

  • André ADS Productions (videomaker)

  • Tatá Mello (piloto, influenciador e fotografo)

  • Gaspareto (piloto e influenciador)


Uma mistura de pilotos, mídia e pessoas que realmente vive o esporte.

Nada de evento engessado. Foi pista, barro e curiosidade para entender o que essa moto realmente entrega.


A história por trás da chegada da Stark ao Brasil

Tiago Lopes (Show Radical) se emociona ao relembrar conversa com PV Cunha
Tiago Lopes (Show Radical) se emociona ao relembrar conversa com PV Cunha

A apresentação oficial da moto foi conduzida por Tiago Lopes, do Show Radical, ao lado de Vans Faria. Ali foi contada toda a caminhada da American Dream até conseguir trazer oficialmente a Stark para o Brasil. Mas um momento da apresentação mudou completamente o clima do evento.

Tiago contou que experimentou a Stark pela primeira vez cerca de dois anos atrás, na lendária pista de Glen Helen Raceway, nos Estados Unidos.

Na mesma época ele recebeu uma mensagem de PV Cunha, que havia sofrido um acidente sério algum tempo antes e estava passando por um longo processo de recuperação. A partir dali, segundo Tiago, surgiu quase uma missão pessoal:

um dia trazer o PV de volta para pilotar.


PV Cunha voltou a pilotar após 727 dias

PV Cunha após voltar para o motocross
PV Cunha após voltar para o motocross

O momento finalmente chegou. Depois de 727 dias, PV Cunha voltou a pilotar uma moto.

A Stark Varg permite configurações adaptadas, incluindo freios acionados pelas mãos, algo que torna a pilotagem possível para pilotos com limitações nas pernas.

Quando PV entrou na pista novamente, ficou claro que aquele não era apenas mais um teste de moto. Era um momento histórico e emocionante para o motocross brasileiro.

Porque ali não se tratava mais de apenas tecnologia, mas sim da possibilidade que essa moto pode trazer

.

Stark Varg: a moto elétrica mais tecnológica do motocross


Chassi e ciclística

A estrutura da Varg foi pensada para centralização de massa e comportamento de moto de corrida.

Estrutura

  • chassi de aço de alta resistência

  • subframe em fibra de carbono

  • centro de gravidade extremamente baixo

Suspensão

  • suspensão KYB

  • 310 mm de curso dianteiro e traseiro

  • regulagens completas

Freios

  • sistema Brembo

  • disco 260 mm na frente

  • disco 220 mm atrás

Rodas

  • aro 21” dianteiro

  • 18 ou 19” traseiro


Dimensões

Item

Valor

Altura do banco

~96 cm

Entre-eixos

148.7 cm

Ângulo de rake

~26–27°

Distância do solo

~34 cm

Peso

118 kg


Uma moto controlada pelo celular

Talvez a parte mais curiosa da Varg seja o painel. Ele é literalmente um smartphone Android preso ao guidão, um smartphone preparado para uma guerra, com uma resistente absurda. Ali você controla praticamente tudo da moto:

  • GPS

  • telemetria

  • gravação de treinos

  • ajustes completos do motor

  • conectividade Bluetooth

  • travamento digital da moto

Na prática, a Stark é metade moto, metade computador de corrida.


Mais de 100 modos de pilotagem

Aqui começa a parte que bagunça a cabeça de quem está acostumado a mexer em agulha, giclê ou mapa de injeção. A Varg possui mais de 100 modos configuráveis.

Entre os ajustes disponíveis:

  • curva de potência

  • controle de tração

  • freio-motor regenerativo

  • simulação de massa de virabrequim (virtual flywheel)

  • resposta do acelerador

Segundo a marca, é possível simular motos desde 85cc 2 tempos até 650cc 4 tempos. Tudo via software. Sem abrir motor.Sem trocar escape.Sem rezar pro mecânico achar o acerto.


Potência e autonomia

A bateria possui:

  • 6 kWh na versão original

  • até 7.2 kWh nas versões mais novas


Tecnologias incluem:

  • estrutura honeycomb de magnésio

  • sistema de conexão de células “Flying V”

  • resfriamento otimizado

  • certificação IP69K (resistente à água)

Autonomia média:

  • 30 a 45 minutos em ritmo profissional

  • até 1h30 em ritmo amador


A potência pode ser ajustada de 1 até 80 hp digitalmente.

O torque chega perto de 1000 Nm na roda, graças ao motor elétrico combinado com redução final por corrente. Traduzindo:quando acelera, ela não pensa, ela vai.


Quanto custa a Stark Varg no Brasil?

A pergunta que todo mundo fez no evento. Segundo a American Dream, as vendas da Stark Varg começam já nesta semana no Brasil. O valor deve ficar entre: R$144.000 a R$149.000


A sensação de pilotar


Victor Mantovani em Test Ride com a Stark Varg
Victor Mantovani em Test Ride com a Stark Varg

Depois de testar a moto, Victor Mantovani, da Roots MX, resumiu bem a experiência:

“Com a Stark não existe trabalhar cabeçote, trocar curva e ponteira, tentar arrancar mais performance do motor. Quer uma 125cc? Está ali. Quer uma 450cc Factory? Também está ali. O sentimento de não querer estar em outra moto é inevitável.”

Giovana Dalosse, a primeira mulher a pilotar a Stark Varg no Brasil - Imagem: Vitor Show Radical
Giovana Dalosse, a primeira mulher a pilotar a Stark Varg no Brasil - Imagem: Vitor Show Radical

O futuro do motocross pode ser elétrico

A chegada da Stark Varg ao Brasil não significa que as motos a combustão vão desaparecer amanhã. Calma. Mas depois de ver o que essa moto faz na pista, fica difícil dizer que ela não faz parte do futuro do esporte. E se depender do que vimos nesse Test Day… esse futuro já começou a acelerar no Brasil.

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